Cacamarego, o estranhador

morre um novo cometa

sexta-feira, março 10, 2006

fastfood

ok, a primeira foi um completo desastre de audiencia. 2 em cada 3 ouvintes me mandaram pra puta que me pariu. a ultima, por sua vez foi a única que deu alguma risada.

entao, nao desistente, resolvi tentar de novo com algo mais, digamos, coeso. a musica original é do Raul Seixas, maluco beleza.

torta de cereja

Todo dia a gente tem que fazer
comida de animal
com formiga e sal

Eu olho pro lado e vejo aquela louça
E comeco a passar mal
preferia ser vagal

Daí misturo a minha maluquez
e desconto no próximo freguês

Vou jogar
torta de cereja
junto com a calabreza

Este trabalho que eu mesmo escolhi
É tão dificil sair
por não ter onde ir

Tentando controlar a minha maluquez
explodo ainda mais em cima de vocês

Vou jogar
torta de cereja
e comer a calabreza

quinta-feira, março 09, 2006

vida nova

começarei hoje a postar besteiras da minha vida artística aqui, em conjunto com o outro blog que talvez consiga ser diario, que daí seria meu querido diario secretíssimo.

o primeiro detalhe observado é que evitarei usar letras maiúsculas exceto em nomes próprios, uma pequena afronta ao sr. português da padaria da esquina por que ele fica achando que macho tem que ser sempre maiúsculo, especialmente quando é nome de qualquer merda: "Super Sanduíche-Iche Extra Grande Com Queijo E Presunto". prefiro, pelo menos na internet, usar o padrão minúsculo.

tive essa idéia de me dar um apelido lindo e maravilhoso, e começar a escrever paródias de músicas, inicialmente brasileiras. minha primeira obrada foi esta peça monumental, que ainda precisa de uns retoques antes de mandar por ralo a baixo:

convidei dois parceiros de cana pra me ajudarem a montar uma animacao com base nisso e, se tudo der errado, poderemos nos divertir às minhas custas, já que estarei cantando! :P

já temos até um pequeno rabisco de story board feito com palitinhos de dente dietéticos. até amanhã, é esperar pra ver até onde o capricho do acaso nos leva. e amanhã é um velho dia...

O Xerê

pra entender o xerê
chere o pé do muleque
- ugh, xerê, êee
tem que dá uns tapa também
e botá ele na creche

há semanas a gente nem se vê
fim de semana ele se mistura, uooo
com os selvagens que xeraum também, tambem, tambem
e a gerencia da creche nao mudaaa

milhoes de tapa e cuscus podem curar aar aaar aaar aa
o que alguns segundos sem vida podem represaaar aar aa
o xerê da criança, sincera sinalização
mostrando a vida com o que o sol desfaz

a gente nao sa-be
e o sentimento nos trai
um bom "só lamento" não trai
3x

pra entender o xerê
chere o pé do muleque
- ugh, xerê, êee
tem que dá uns tapa também
e botá ele na creche

pare e pense no que já se viu, muleque!
pense e sinta o que já se fez, óia o xerê!
o mundo visto de uma janela, com grades!
pelos olhos de uma criança, coitada!

milhoes de tapa e cuscus podem curar aar aaar aaar aa
o que alguns segundos sem vida podem represaaar aar aa
o xerê da criança, sincera sinalização
mostrando a vida com o que o sol desfaz

a gente nao sa-be
e o sentimento nos trai
um bom "só lamento" não trai
3x